Prana Filmes

Edinbra, a surpreendente terra de Harry Potter

By on March 02nd, 2010

A Escócia é tão fascinante que, ao sair do trem, tu já entra numa fábula medieval, com direito a cenários e personagens de verdade. Na mesma hora tu entende porque a escritora JK Rowling, moradora da cidade, começou a escrever o primeiro livro da coleção dos bruxinhos sentada em um delicioso café de Edinburgh, com uma vista totalmente inspiradora. O nome do lugar é The Elephant House, e fica perto de um bar com a estátua de um cachorro que, segundo os moradores do bairro, aparece à noite até hoje, desde que seu dono morreu. Bruxos e atrações não faltam aqui. Em uma pequena caminhada matutina, com menos dois graus, encontrei uma linda moça caminhando de chapéu de bruxa, acompanhada de um homem que empurrava um carrinho de mão cheio de vegetais. Os dois saídos de outra era. Na esquina próxima, uma jovem completamente nua e tatuada, sentada dentro de uma cabine telefônica, estava sendo fotografada.

A noite esquentou na cidade vizinha de Glasgow, ao embalo do pop-eletrônico do Hot Chip. Luz e som alucinantes, vindos desta banda inglesa de seis integrantes absolutamente distintos entre si, que unidos sacudiam jovens ruivos gordinhos, tomadores de cerveja em baldes, às vezes misturada ao whisky, para derreter o inverno bretão. Pubs que não dão ressaca, como o famoso Dirty Dicks (esse fica em Edinburgh), pipocam nessas cidades de castelos, vielas, pontes e igrejas fantásticas, tudo em tons de cinza escuro, proveniente de imensas pedras de verdade.Agora os escoceses desenvolveram uma cerveja de 41 graus de teor alcoólico, para continuarem a sair de manga curta pela rua. A onda deve pegar nas Américas também.

A catedral de Glasgow é de arrepiar, com suas bandeiras, águias, criptas e vitrais, ao lado de um cemitério que parece a casinha do Senhor dos Anéis. Tu acaba caminhando em cima de muitas sepulturas e sonhando com os bruxos à noite, para conseguir ver toda a beleza destes cemitérios. Na frente do castelo de Edinbra (como a população chama a cidade), tem uma câmera obscura de verdade, no topo do Museu da Fotografia, onde as crianças vão esmagando as pessoas da rua, como se fossem formigas, projetadas em tempo real em uma cuba de cimento. Eu consegui disfarçar minha infantilidade e me comportar até uma certa hora, quando a atendente deu umas folhinhas de papel, em que tu podia erguer as pessoas que saíam do castelo caminhando. Acabei brincando com as crianças e atrapalhei a visão dos adultos atrás de mim.

Roupas e lojas fantásticas, comida vegetariana gourmet de primeiríssimo mundo e para todos os gostos. Tudo isso sempre acompanhado pela linda melodia de gaitas de fole, que ecoa por toda a cidade, produzida por muitos homens fortes com saias xadrez . Edinburgh deve ser incluída em qualquer viagem para a Europa, como cidade do primeiro time. Queria ter ido até o Lago Ness, para ver se o monstro finalmente reaparecia, mas era longe. Fica pra próxima ida à Scotland, que espero que ainda aconteça nesta vida, para não esgotar tudo de uma vez.
 

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