O fim do mundo já começou – 3

Os biólogos classificam o fim da era dos dinossauros como a quinta extinção em massa em nosso planeta e que agora estamos vivendo o início da sexta extinção. Só que, desta vez, o meteorito somos nós mesmos. Eu vou estar morta quando isto acontecer, mas não me sinto confortável fazendo parte desta turma de extintores. 

 

Os engenheiros ambientais  calculam que se o oxigênio diminuir  apenas 5%, já será suficiente para desestabilizar toda a vida na Terra e nos tornarmos uma espécie extinta. Um grau celsius de subida na temperatura média do planeta já colocará em risco 30% das espécies. Estamos 0,4 mais quentes.

 

Somando a chuva ácida com a navegação pedradora e a poluição que os rios trazem, os problemas radiotativos do oceano ainda são muito maiores. Tivemos, ao longo de muitos anos, testes atômicos com bombas no mar, feitos principalmente pela Rússia, EUA e França. A Rússia, pra completar o serviço, depois da Guerra Fria, colocou todo o seu lixo radiotativo no mar.

 

Recentemente tivemos o desastre atômico de Fukushima, em que vazou muito  material da usina incandescente  para o mar do Japão. Alguém tem ideia de quanto material vazou? Se o governo do Japão tem esta noção, duvido que dê os números corretos para não alarmar a população.

 

Os restos de computadores e telefones celulares ,que liberam ao mesmo tempo mercúrio, berílio, cadmio, além de conter o maldito PVC, estão sendo encontrados em muitas regiões do mar. Em 2004, os EUA resolveram largar  seus PCS obsoletos (?) em um aterro sanitário. Foram colocados 315 milhões de computadores neste aterro. Depois desta data,  a situação já deve ter piorado muito. Os micro-ondas também são um lixo trágico de descartar.

 

Navegar é preciso. Viver não é preciso. A letra da música tem que mudar para: navegar menos e poluir menos  é preciso. Viver é preciso.

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