Prana Filmes

Tragam taxistas de Cuba

Por em 26 de agosto de 2013

Ontem não tive coragem de compartilhar no Face algumas das imagens mais chocantes e inaceitáveis que vi na minha vida, das dezenas de crianças e das professoras sírias mortas no chão das escolinhas, sem nenhuma gota de sangue.

 

As estórias que vou relatar são muito pequenas perto deste barbarismo, mas também fazem parte do nosso louco cotidiano. Numa sexta-feira, tentei por mais de uma hora, das 17h às 18h15,  os dois convênios de táxis que temos, e o táxi enviado não apareceu. Tentei  ligar para estes dois maiores convênios da cidade e os fones ficaram,  como sempre acontece a esta hora,  fora do gancho.  Experimentamos esta modalidade do taxista que está mais próximo te apanhar e nenhum se manifestou. Alucinadamente seguimos de carro próprio para o  aeroporto, que estava com dois dos três estacionamentos lotados. Nos últimos  dez minutos para o embarque, que felizmente atrasou,  conseguimos entrar no avião e embarcar para uma viagem que,  se cancelada , nos daria sérios problemas comerciais.

 

Poucos dias depois, com  chuva,  eu estava na Praça da Matriz às 18 horas e nenhum táxi atendeu.  Tinham umas 15 pessoas na Duque de Caxias esperando táxis e reclamando muito,  sem nenhuma chance de serem atendidas, pois não passavam táxis livres. Desci a rua e fiquei num café uruguaio até conseguir um táxi e acalmar um pouco o aguaceiro. Cheguei em casa às 19h15. Falando com o taxista que me salvou do que poderia estar acontecendo, pois a situação piora a cada semana,  ele culpou o trânsito de Porto Alegre. Argumentei  que é um absurdo esta troca de turno de taxista às 18 horas,  que leva por volta de 20 minutos, mais o abastecimento. Também tem o problema dos taxistas que acham que nesta hora não compensa trabalhar  por causa dos engarrafamentos.

 

Hoje é segunda-feira, continua chuvando, e vou sair do trabalho atrás de um ônibus ou lotação para voltar para casa. Minha família tem cinco pessoas e dois carros,  o que deveria ser mais do que suficiente, mas  táxi disponível para quem tem que viajar, ou reuniões afastadas, é fundamental. Alguém tem que dar um jeito nisto e, como os taxistas dizem: imagina na Copa do Mundo.
 

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