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Desconectados 11: Os Amigos se empolgam

By on July 27th, 2008

Capítulo 11: Os Amigos se empolgam.

Fui jantar na casa do Guto e da Marta pra conversarmos sobre uma viagem de veleiro que pretendemos fazer. Eu na realidade não tenho o menor saco de ficar dentro de um barco, principalmente se estiver batendo, mas não quero ser grosseiro e declinar do convite. Vou levar uns vinhos e ficar me entorpecendo o tempo todo, com aquelas mulheres falando sem parar. Eu tendo que torcer pro Zulu de longe, sem saber com antecedência se vai haver troca de jóqueis. Também essa Carol, não sei não qual vai ser a dela, porque, se é tão amiga da Marta, deve ser chata como ela. Mas até que é bem gostosinha. Usa uns brincos brilhosos, batom e unhas pintadas. Podia ser mais magra, mas com essa barriga de cerveja que estou não posso exigir muito das minas. Vou ter que comprar uma sunga, porque ir pra barco chique com bermudas de surfista de algodão, não vai dar peixe. De sunga, a barriga ainda aparece mais que de bermuda. Vou levar o laptop. Qualquer coisa, fico jogando vídeo game sem parar.

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Hoje vou conversar com o Fredy, amigo do Guto, pra ver se vamos conseguir nos aturar num barco por uns quatro dias. Se o cara me encher muito o saco, volto pra Angra com o bote auxiliar ou nadando. Nunca se sabe como são esses malas que aparecem. A Marta disse que ele é chegado nas vagabundas, mas qual dos homens que eu conheci até hoje não é? Homem só se faz de sofisticado, porque na hora do pega pra capar, serve qualquer coisa. Os velhos moram em mansões, tem coleção de cachimbos, moedas, roupas de grife e aí, num belo dia, agarram a faxineira ou a enfermeira.

Não acredito mais em homem. Agora tô numa filosofia bem zen, que é de curtir o momento presente. Se eu tiver que namorar por uma noite só, pra mim já está bom. Não fico mais encucada se o cara vai ligar no outro dia. Se o desespero for muito grande, eu ligo pra ele. Depois de ler todos os livros do Paulo Coelho, aprendi a entender que  uma relação só acontece se era realmente pra acontecer. Não adianta forçar nada. Já fui um grude total nos caras. Transava e já ficava apaixonada. Agora minha vida é: tomar banho, escovar os dentes, fazer sexo oral, ler uma revista, etc. Espero não estar ficando muito fria e calculista, mas tô sofrendo bem menos assim.

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